22 de jul de 2011

PARALISAÇÃO DA OBRA




Na manhã da última terça-feira, dia 12 por volta das 6:30, funcionários da Constran Consórcio Galvão iniciaram uma paralisação geral nas obras da construção da penitenciária, que fica às margens da SP 245, em Cerqueira César.

Atualmente cerca de 400 funcionários e 200 terceirizados trabalham na construção das unidades do CDP (Centro de Detenção Provisória) e Penitenciária Masculina no município de Cerqueira César. Os investimentos totalizam R$ 55.436.380,04 (Cinqüenta e cinco milhões, quatrocentos e trinta e seis mil, trezentos e oitenta reais e quatro centavos). O motivo alegado pelos funcionários é a reivindicação dos salários atrasados, a qualidade das refeições fornecida pela empresa Renome, onde os mesmos afirmam que o complemento alimentar era inferior aos padrões, sendo somente salsicha e ovo.

Outra reivindicação de um líder dos funcionários que encabeçou a paralisação é o atraso no horário do fornecimento das refeições. Menciona que as precárias condições dos sanitários utilizados pelos funcionários, sendo que os banheiros químicos estão interditados.

A paralisação dos funcionários chamou atenção dos motoristas que trafegavam pela Rodovia Antônio Salim Curiati, policiais de Cerqueira César e Avaré foram chamados para conter os manifestantes que fecharam os portões e impediram a entrada de qualquer funcionário ou representante da empresa.

O representante da Constran/ Galvão alegou que há 02 meses está à frente da obra. “Existe um atraso referente à verba rescisória da antiga empresa, Brasil Porte de aproximadamente 40 funcionários, ou seja, um valor em torno de R$ 100 mil reais. Onde a Delegacia Regional do Trabalho e o Sindicato da Construção Civil de Bauru oficiaram a empresa para que fosse efetuado o pagamento até a última sexta-feira, 08. Porém, a decisão foi adiada para a última quinta-feira dia 14”, justificou o representante da Constran.

Em relação à refeição dos funcionários, o representante da empresa disse que foi contratada uma nova empresa para o fornecimento das refeições diárias. “Anteriormente era pago R$ 7,50 (sete e cinqüenta) de uma determinada empresa e procurando aprimorar a alimentação servida aos nossos funcionários, hoje o valor pago por cada refeição é de R$ 10,50 (dez e cinqüenta). Nossa equipe acompanha diariamente a qualidade das refeições fornecida diariamente aos funcionários, inclusive nós fazemos as refeições diárias aqui, ou seja, está informação é erronia por parte dos funcionários”, comenta o representante da empresa Constran/ Galvão.

A informação é que estava a caminho um representante do Sindicato da Construção Civil de Bauru para intermediar as negociações, já que os manifestantes exigiam a presença dos sindicalistas para conter a paralisação, concluiu.
FONTE:JORNAL DE AVARÉ